sábado, 9 de março de 2013

Intolerância religiosa: um mal que tem desfigurado a face de Deus - Parte I



Após a cantora  Paula Fernandes se declarar adepta do Espiritismo, testemunhas de jeová postam no Facebook um "manifesto" com claras palavras de intolerância e preconceito religioso com a cantora e com o Espiritismo. Entre as declarações intolerantes de membros das testemunhas de jeová, que circularam na internet, uma diz em partes: "(...) e agora descobri a porta que eu mesma tinha aberto para satanás. Destruí prontamente o DVD que tinha dela aproveitando para fazer uma limpeza, não podemos nos esquecer que nosso inimigo é sutil (...)." Em menos de 5 dias, a mensagem passou de 15 mil compartilhamentos¹.

Quatro integrantes d euma igreja evangélica no Rio de Janeiro, invadem um centro de Umbanda e quebram cerca de 30 imagens religiosas, prateleiras e um ventilador. De acordo com Moreira, eles ofenderam os presentes e forçaram a entrada na casa. "Eles chegaram dizendo que queriam ver onde estava o demônio e foram direto para o terreiro", conta Celso Quadros, 52, outro dirigente do centro umbandista. "Quebraram tudo, inclusive imagens que temos há 40 anos". A advogada Sílvia Santana, 33, que estava na fila, disse que os evangélicos disseram estar agindo "em nome de Jesus" e acusaram os presentes de "adorar o demônio"².

Liderados por Isolina dos Santos,  cerca de 10 evangélicos invadiram o apartamento de um pintor e lhe deram uma surra por ele ter reclamado do barulho do culto, que ocorria no apartamento de baixo. A vítima teve deslocamento da clavícula. Os evangélicos ficaram enfurecidos quando souberam que o pintor tinha se queixado das orações com a síndica e arrombaram a porta do vizinho, começando por quebrar os móveis com a alegação que o pintor estava endemoniado. A secretária disse que tinha um bom relacionamento com Isolina, para quem às vezes doava cesta básica e roupas. A amizade se rompeu há cerca de 7 anos, quando a evangélica soube que a vizinha era espírita. Ela disse que quando recebia visita em casa era acusada pela vizinha de promover encontro de macumba. Contou que o seu apartamento chegou a ser inspecionado por fiscais da habitação porque eles tinham sido avisados de que ali havia sacrifícios de animais.  "Já chamei ela (Isolina) para conversar aqui na minha casa, mas ela disse que não aceita falar com gente da minha cor e religião", disse³. 

Quero deixar bem claro que a intenção desta série de artigos não é  criticar a religião de ninguém, mas apenas falar e analisar as atrocidades que tem sido cometidas em nome de Deus.

A mídia frequentemente tem noticiados casos como os que citamos logo acima. Sem citar as declarações que os grupos religiosos citados acima e outros, fazem a    respeito da homossexualidade e de individuos homossexuais. Mas isso não convém ser tratado nesse momento. Mas o que leva seres humanos, lideranças religosas e religiões a serem tão intolerantes com as pessoas adeptas de outras crenças e com suas respectivas religiões? 


Exclusivismo: a fonte da intolerância 

O que quero dizer usando o termo exclusivismo? Em claras palavras exclusivismo seria a doutrina que algumas religiões ensinam, que dizem serem elas a única certa e que conduz a salvação, sendo seus dogmas irrevogáveis e verdadeiros, e que devem ser seguidos a risca e cegamente. Mas existe fundamento para essas minhas palavras? Sim, existe! E eu posso provar com base em publicações das religões que afirmam isso. Vejamos 2 exemplos:

No livro 'Verdades da Fé' , do Pe. Luís Duque Lima, da Diocese de Juiz de Fora, formado em Teologia e Filosofia pelo conceituado Seminário Maior de Mariana - MG, na página 25 da referida obra, sob o tópico 'Igreja', diz Pe. Luiz Duque: "O Magistério da Igreja  nos ensina e explica as verdades da fé contidas na Bíblia e na Tradição. A Igreja é assistida pelo Espírito Santo, por isso ensina a verdade. A verdadeira Igreja de Cristo é a Igreja Católica Apostólica Romana. 'A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade.' (1 Timóteo  3:15)"

No livro 'O que a bíblia realmente ensina", publicado e distribuído pelas testemunhas de jeová, que contém toda a "teologia da torre de vigia", usado para os "estudos bíblicos" em domicílio das testemunhas, que tem como finalidade fazer com que as pessoas acreditem que a doutrina da torre de vigia é ensinada pela bíblia e com isso leva ódio e desamor a famílias e indivíduos ao redor do mundo, no capítulo 15, da referida obra, intitulado "Adoração que deus aprova" (Nome bem sugestivo na questão do exclusivismo não?!), após uma extensa (e não muito convincente) argumentação sobre os "sinais que identificam a  religião verdadeira" e palavras claras que Deus abomina e despreza todas as outras religiões que não a deles, no parágrafo 14, dizem os "teólogos" da Torre de Vigia: "À base do que acabamos de considerar, pergunte-se: ‘Que grupo religioso baseia todos os seus ensinos na Bíblia e torna conhecido o nome de Jeová? Que grupo pratica o amor baseado em normas divinas, exerce fé em Jesus, não faz parte do mundo e proclama o Reino de Deus como única esperança real para a humanidade? De todos os grupos religiosos na Terra, qual deles cumpre esses requisitos?’ Os fatos mostram claramente que são as Testemunhas de Jeová. —Isaías 43: 10-12" 


Tivemos dois exemplos muito profundos do exclusivismo em seguimentos religiosos. É lógico que existem outros grupos religiosos com estes conceitos, mas os mais radicais são a  Igreja Católica e as testemunhas de jeová. Se pararmos para analisar mais fundamente a doutrina católica da exclusividade, que está expressa em encíclicas papais e no Catecismo Oficial e também pararmos para analisarmos de forma crítica esse capítulo 15 do "catecismo" das testemunhas de jeová e outras publicações da torre de vigia, veremos que a maneira como eles se posicionam contra as outras religiões, a maneira depreciante com que se referem aos nosso irmãos e suas crenças que diferem das suas vemos que esses seguimentos religosos não podem ser a expressão da verdade divina!
Esse exclusivismo ou "monopólio da salvação" não só dá fundamento a intolerância religosa, como fere a Doutrina do Cristo, expressa no Evangelho, quando o Cristo de Deus, diz que TODA a Lei e os profetas se resume a amar a Deus de todo coração, alma e entendimento e ao próximo como a nós mesmos.

O "monopólio da salvação" promovido por esses seguimentos religosos promove o desamor, o preconceito e a violência. E agora eu pergunto? Esse são os "sinais para reconhecer a religião verdadeira" que as testemunhas de jeová pregam? São esses os resultados de serem orientados pelo "sucessor legítimo de São Pedro"? São esses os "sinais" da igreja que Jesus vai arrebatar? Deixo que cada um responda a si mesmo estas perguntas!

Quanto sangue as torturas e fogueiras da Inquisição já derramaram? Quantas famílias já não foram destruídas porque as testemunhas de jeová incentivaram os parentes que se converteram as suas crenças a deixarem o convívio com os "descrentes"? Quantas pessoas já foram chamadas de "endemoniadas" porque não quiseram se converter ao movimento evangélico? Quantas lágrimas e  suicídios isso tudo já não causou?

A intolerância religosa é um mal que tem acometido a sociedade mundial, mas em especial a sociedade brasileira. Esse mal tem desfigurado a face do Deus de amor, revelado por Jesus a humanidade. O que fazer para enfrentar a intolerância religosa? Que atitudes tomar diante de pessoas intolerantes e fortemente influenciadas e persuadidas no exclusivimsmo pregado por suas lideranças religiosas? Essas e outras questões serão respondidas no próximo artigo desta série.

Fontes de informação:





 

 




domingo, 3 de março de 2013

Estado Laico já! Direitos humanos já!


Durante os últimos dias, temos visto como manchetes de sites de notícias, jornais impressos, em publicações em diferentes redes sociais a indignação da população com a indicação de Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Reação esta que não poderia ser diferente!

A laicidade do Estado brasileiro tem sido constantemente ignorada e afrontada pela bancada evangélica, principalmente nos assuntos referentes aos direitos de LGBTs.  Um dos fundadores dessa comissão, o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), ex-ministro dos Direitos Humanos, diz que qualquer partido pode presidi-la, mas não qualquer um. Sem citar o nome de Feliciano, Nilmário diz que alguém com o perfil do deputado não deve estar à frente da comissão. Ná íntegra o deputado Neilmário Miranda, disse:

"Qualquer partido pode assumir a comissão, que é suprapartidária, vinculada aos preceitos da Constituição e da Declaração Universal. Não pode ter preconceito contra ninguém, nem deve. Agora, não pode ser uma pessoa que não comunga com os valores dos direitos humanos, que tenha preconceitos e discriminação. Esta comissão funciona há 20 anos como um espaço dos movimentos sociais e das minorias. Não se pode cortar isso."

O Deputado Nilmário Miranda, não cita o nome de Marco Feliciano, que aliás me recuso a chamá-lo de "deputado" e me recuso terminantemente a chamá-lo de "pastor" , visto que alguém que apresenta conceitos descriminatórios, intolerantes, anti-científicos e o pior conceitos de segregação racial e de orientação sexual não é, e aliás, nunca foi apto para representar a população brasileira e muito menos para poder se afirmar  pregador do amor de Deus as criaturas, mas deixa bem claro a inaptidão dele [Marco Feliciano] para assumir o cargo.

E só não enxerga, quem realmente não quer enxergar,  Marco Feliciano não tem o mínimo de qualificação para assumir este cargo. Para confirmar esta minha fala, apresento a vocês as falas do mesmo, em seu twitter sobre os negros:

 “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”.
“Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids, fome… etc”.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela d’Avila (PCdoB-RS), encaminhou as mensagens desse indivíduo para a Corregedoria da Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Site UOL, ela classificou as declarações como “bem graves”.

Em sua defesa Feliciano afirmou o seguinte: “Não fui racista. É uma questão teológica. O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vodu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África”.

Agora vejam só: A questão é teológica! O deus de Feliciano é um tanto quanto parcial não? Visto que homossexuais e no caso em questão os negros, que são amaldiçoados, para ele não cosntituem parte de sua criação e portanto são excluídos do seu amor. E ainda o que é mais gritante é que ele com toda certeza envolverá essas "questões teológicas" com suas resoluções, caso seja presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. E em sua fala ele deixa transparecer seu preconceito e que ele considera negros e o continente africano como inferiores.

E Marco feliciano não para por aí ele afirmou:

"Na comissão só vejo a comunidade LGBT. Só se fala disso ali. Há um privilégio para esse grupo. Se tiver a felicidade de ser presidente, vou cuidar da pauta da família. Sei o que é certo e errado. Agora, o pessoal que se acha dono da comissão não me quer lá. Que mistério é esse? O que não querem que eu descubra lá?"

Me permitam a ironia, mas olha que lindo! Pessoas lutando para poderem não serem mortas por serem "diferentes", lutando para conseguirem serem respeitadas e ele diz que "há um privilégio para os LGBTs" na Comissão de Direitos Humanos? 

Sem dizer outras declarações absurdas de Feliciano quando ele diz que "o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio, ao crime e à rejeição." Eu só queria saber onde é que ele tirou essas declarações absurdas e sem cabimento algum! E ainda como se não bastasse Marco Feliciano diz que o Deputado Jean Wyllys o persegue e ainda escreveu em seu twitter: "Perseguição religiosa? Marco Feliciano sofre retaliações da comunidade LGBT para não assumir a Comissão".

Um basta já a tanta hipocrisia! Perseguição religiosa? Por favor! Então ele pode falar as asneiras dele sobre os negros e homossexuais, ou seja, disseminar racismo e homofobia e todos tem que ficarem calados, vendo os direitos humanos serem atacados e espinzinhados de maneira covarde, para nãos erema cusados de 'perseguição religosa'? De maneira nehuma!

Se este indivíduo tiver a "felicidade" de se tornar presidente da comissão, eu acredito que espíritas, adeptos das religiões de matriz africana e outras minorias serão friamente perseguidas. Afinal de contas a bancada evangélica na Câmara fere sem receio algum a laicidade do Estado. Acabarem com a liberdade religiosa, para eles é algo fácil!

Deixo através deste artigo minha defesa aos direitos humanos e minha oposição direta a este indivíduo assumir a presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. Queremos um Estado laico já! Queremos direitos humanos já! Chega de intolerância e fundamentalismo! 


Fontes de informação:

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/03/02/pastor_cotado_para_presidir_comissao_de_direitos_humanos_quer_quebrar_hegemonia_lgbt_e_defender_a_familia_146972.php

http://www.oassembleiano.com/2011/04/marco-feliciano-causa-polemica-no.html
 

domingo, 12 de agosto de 2012

Comportamento & Cultura: Namoro X Amizades.



Este é um tema que nos meus círculos de debate tem sido constantemente debatidos.   E a pedidos de muitos resolvi falar sobre ele na seção 'Comportamento & Cultura': NAMORO X AMIZADES. Nos últimos meses um crescente número de colegas vieram até mim com esse tema, que eu considero difícil de ser explicado, mas não impossível. Abaixo selecionei dois relatos de dois adolescentes de sexos opostos onde eles dizem o que ocorreu nos seus relacionamentos com os amigos após eles começarem a namorar. Ressalto que todos os nomes abaixo citados foram mudados.

Najla, 16 anos: "Simplesmente depois que Thaís começou a namorar Werner ela simplesmente me descartou. Thaís e eu nos chamávamos de irmãs, éramos muito achegadas uma a outra, e apesar de  morarmos em cidades diferentes nos falávamos todos os dias por telefone, redes sociais e trocávamos mensagens de texto todo o dia. Até que saindo comigo ela conhece Werner, começa o namoro e simplesmente me esqueceu.  Se ligo ela raríssimas vezes me atende, e quando me atende o namorado está junto e ela fala uns dois , três minutos comigo e desliga. Se mando sms ela não responde e quando responde, responde horas depois ou até mesmo no outro dia. E nas redes sociais? Posso estar on-line que ela parece nem me ver. Eu até entendo, que quando agente namora passamos a dedicar mais tempo ao nosso parceiro, mas isso não quer dizer que eu tenha que excluir meus amigos. Até  porque eu namoro à quase um ano e nunca deletei Thaís. Sempre chamei ela para sair, continuei ligando para ela todos os dias, respondendo suas sms e conversando com ela nas redes sociais. Mas ela fez tudo ao contrário do que eu espera. Ela simplesmente fez comigo como um sapato velho: quando compramos um novo, o velho a gente deixa de lado! Eu não esperava essa atitude da minha "irmã" e estou muito ressentida com isso. Gamaliel, meu namorado, até disse para mim que ele acha que eu e Thaís nunca mais vamos ter a mesma amizade de antes! É triste ter que afirmar isso, mas eu acredito que não mesmo."

Didier, 23 anos: " Eu namoro a 2 anos com Desirée  e minha amizade com Valentín sempre foi a mesma: saímos juntos quando eu não estava com minha namorada, batíamos peladas no final de semana, nos falávamos por telefone, trocávamos mensagens de texto enfim, mantive nossa amizade da mesma forma que era quando eu era solteiro. Quando apresentei minha prima, Ramonna para  ele, logo vi que rolou um clima entre eles. Fui o primeiro a apoiar e enfim na outra semana eles já estavam namorando. Foi aí que tudo mudou. Valentín simplesmente não se dirigia mais a mim. Parece que eu e ele até tínhamos brigado feio, mas o fato era que não. Ele simplesmente se "esqueceu", assim eu prefiro dizer, da nossa amizade. Poxa, fico magoado porque em 2 anos namorando, eu nunca tratei meu melhor amigo, meu "irmão", de uma forma diferente. Quanto mais deixando de falar com ele! Eu ligava ele não me atendia, não me retornava. Não respondia minhas mensagens de texto, nas peladas do final de semana ele  passou a me evitar. Eu fiquei perdido, sem entender nada, triste demais, muito magoado por ter sido esquecido, ou em claras palavras, desprezado pelo amigo que se tornou o irmão que eu nunca tive. Depois disso tudo eu fico me  perguntando se realmente existem pessoas que a gente possa chamar de amigos?"

Bem, nós vimos nos dois casos acima, que são pessoas de idades e sexos bem diferentes, mas que compartilham de um  mesmo sentimento: se sentem desprezados, descartados pelos melhores amigos depois que estes começaram a namorar. No caso de Didier, vemos que o amigo Valentín passou até mesmo a evitá-lo. Logicamente esta é uma experiência amarga. Eu até me recordo que quando conversei com Najla, ela me disse que ela e Thaís se marcaram como irmãs na rede social Facebook. Então realmente existia um relacionamento achegado entre as partes.

Primeiramente nós temos que entender uma coisa: nós querendo ou não, quando nós ou um amigo começamos a namorar a amizade tende realmente a mudar um pouco. Porque passamos a dedicar mais tempo a pessoa amada do que à amigos e familiares. Isso é muito normal. Mas agora o que foge da normalidade, logicamente é, passarmos a dedicar dedicação e atenção exclusiva a pessoa que gostamos e deixarmos de lado família e amigos, que até então eram quem nos apoiava e ajudava. Portanto cabe  nesse assunto muito bom senso. 

Em primeiro lugar, cabe a pessoa que está iniciando seu relacionamento amoroso, parar e pensar, que ela não pode "descartar" seus amigos, em especial aqueles que lhe eram mais achegados simplesmente porque agora ela está namorando. Isso é uma impossibilidade, e que vai gerar muitas dúvidas na outra a parte, inclusive sobre a veracidade da amizade

Temos que dar tempo e dedicação a pessoa amada, mas não podemos mudar uma "rotina sentimental" em decorrência do início do namoro. No caso de Didier existe até um ressentimento maior, porque ele apresenta a prima para o amigo e incentiva o início do namoro. Ou seja, da parte de Valentín existe um espécie de "ingratidão". E realmente não é assim que as coisas funcionam.

Nós devemos nos lembrar que um namoro ele pode terminar a qualquer momento, principalmente nos primeiros meses, onde as pessoas estão se conhecendo. Já a amizade muito provavelmente não irá ter um fim. A menos que uma das partes provoque este fim. E justamente com esta exclusão que essas pessoas fazem de seus amigos quando começam um relacionamento elas "buscam" o fim da amizade.

Então abaixo eu depois de algum tempo de pesquisas e entrevistas, preparei algumas dicas que creio serem úteis para que o namoro não prejudique a amizade.

  • Não mudar sua rotina por completo: se você mudar seu rotina totalmente por que começou a namorar, você simplesmente estará esquecendo sua personalidade. 

  • Converse: é indispensável que você converse com seu parceiro e deixe bem claro que você não irá abandonar seus círculo de relacionamentos, porque iniciou um relacionamento. Em 97% dos relacionamentos esse assunto é resolvido com um acordo por ambas as partes, sem a criação de uma situação infantil e por vezes precipitada e constrangedora.

  • Programe-se: pode parecer um conselho meio estranho, mas é necessário você definir horários. Porque a partir do momento que você assume um relacionamento, seus horários logicamente mudam. Então você tem que estabelecer horários para passar com seu parceiro e um horários para passar com os amigos e família.

  • Pensar: Sim você deve pensar e reconhecer que até naquele momento seus amigos ou amigas eram as pessoas que te apoiavam, te faziam sorrir e era as pessoas que te estendiam mão quando você estava na pior e ninguém desejava te ajudar. E também deve pensar que se de hoje para amanhã seu relacionamento acabar serão estes amigos, que por ventura você está descartando como um sapato velho, que vão te ajudar a superar esta tempestade.

Enfim, com um pouco de bom senso se consegue conciliar muito bem namoro, amigos e família. Se você se encontra nessa situação, seu amigo começou a namorar e te "esqueceu", converse com ele, exponha sua opinião. Diga que essa situação está te magoando. Demonstre a importância dessa amizade para seu amigo. Relembre-o, caso ele tenha esquecido, que a amizade é um amor. E que como dizia Mário Quintana, ' é um amor que nunca morre'.  Mas sempre tenhamos em mente, quer sejamos amigos, quer namorados essa reflexão belíssima de Rabindranath Tagore, polímata bengali: " No amor ( e por extensão na amizade, que é um amor.), todas as contradições d avida se dissolvem e desaparecem. Só no amor existe unidade e dualidade sem conflito."






sábado, 11 de agosto de 2012

10º Parada do Orgulho Gay de Juiz de Fora: Zona da Mata Mineira contra a homofobia!



 Essa mobilização social em prol do reconhecimento, não só na Zona da Mata Mineira, mas em todo o país dos direitos LGBTs ocorre na próxima semana na cidade de Juiz de Fora, MG. Promovendo debates e manifestando a luta em prol da igualdade e liberdade, a 10º Parada do Orgulho Gay de Juiz de Fora com certeza trará novas luzes ao cenário brasileiro.
 Trazendo o tema "Brasil: país rico é país sem homofobia."  a parada 2012 nos remete aos jovens gays e denuncia sua vulnerabilidade frente à violência homofóbica e à aids ( e até mesmo à DSTs em geral.). Tanto o  slogan como a programação visual escolhidas como bandeira da parada, fazem alusão direta e paródia ao slogan adotado pelo governo federal.
 Como "personificação" do tema da Parada do Orgulho Gay 2012 de JF foi escolhido o jovem gay, de 22 anos, Guilherme Alves, ativista do MGM desde os 15 anos de idade. O rei da parada 2012 trás as massas um discurso de inclusão, de respeito à sexualidade dos jovens, de participação política e protagonismo, além de uma mensagem de prevenção moderna, voltada para a mudança de comportamento como elemento fundamental no distanciamento do risco para o HIV.
 É interessantíssimo que grupos como o  movimento negro, da terceira idade, deficientes físicos e mulheres participam do evento confirmando assim seu caráter político, inclusivo e cidadão desse evento. Demonstrando dessa forma que o movimento gay, NÃO quer privilégios na sociedade, NÃO quer colocar uma mordaça na liberdade de expressão, NÃO quer a destruição de igrejas, como insistentemente declara o preconceituoso, símbolo máximo do incentivo a discriminação aos homossexuais e seus direitos, inimigo declarado da militância LGBT e de seus direitos, o "pastor" Silas Malafaia, simplesmente o que o movimento gay advoga, e por extensão, todas as pessoas humanas e de bom senso, é o respeito pelas diferenças, seja elas quais forem e a construção de uma sociedade  respeitosa e plural.
 Além de garantir muita festa, demonstrando assim que não se deve ter vergonha de ser gay, pois não é um crime, muito menos um pecado, a 10º Parada do Orgulho Gay de Juiz de Fora também será uma manifestação política por cidadania plena. O primeiro passo para o fim da perseguição que desde a Alemanha nazista se levanta contra os homossexuais e que agora tenta se refazer no Brasil sobre a máscara da religião "cristã" é não se envergonhar e sair as ruas e lutar pelo direito. Pois ninguém pode xingar, espancar e muito menos matar uma pessoa por sua orientação sexual.
 Portanto de mãos dadas e bradando em uma só voz, vamos a luta e nessa 10º Parada do Orgulho LGBT em Juiz de Fora reafirmar que o homossexual tem seu lugar na sociedade, independente de sua idade, e que os direitos devem ser assegurados a todos sem distinção! 
 10º Parada do Orgulho Gay de Juiz de Fora, Zona da Mata Mineira na luta contra a homofobia!


Fonte de pesquisa:

A Cultura Venezuelana


Por Matheus Pinheiro Teutschbein

A Venezuela acabou herdando diversas características de outros povos com o passar do tempo, o que contribuiu muito para o desenvolvimento da cultura no país. A variedade é tão grande que cada região possui um grupo cultural diferenciado, cada um com seus costumes em dança, músicas, linguagem, entre outros.

O artesanato na Venezuela é muito forte, seguindo influências de antigos povos que habitaram e colonizaram a região. Outros pontos como a música, o teatro, o cinema, a culinária e a religião são fortes pontos da cultura venezuelana. Ainda devo citar os símbolos nacionais, como a ave Turpial, a árvore Araguaney e a Flor de Mayo, uma espécie de orquídea.
A Venezuela é um país encantador contendo vários pontos turisticos, como: Isla Margarita, Caracas, Los Roques, Choroní, Santa Elena de Uairen, El Yaque e outros. A língua oficial da Venezuela nada mais é do que o idioma Espanhol, porém podemos encontrar muitos idiomas diferenciado, devido ao fato de ser um país com diversas diferenças de etnias, como índios, portugueses, africanos, espanhóis.
O que faz parte da cultura da Venezuela são as cerâmicas, artesanatos, gastronomia,vasos, pratos, decoração, dança, musica, culinária como: Arepa, Tortilha, hallacas e muitos outros, contendo uma boa agricultura, pecuária, educação e outros. A dança e a música na Venezuela tem como destaque o Joropo, caribe, merengue, salsa, cumbia e a Llanera.
Cerca de 95% dos venezuelanos são considerados como católicos, sendo uma cultura que é passada de geração em geração e com isso sendo povos ricos de herança cultural, criando misturas venezuelana com outras etnias e assim diferenciando a cultura da Venezuela.
Enfim, a cultura da Venezuela é encantadora, devido as grandes diferenças que se pode encontrar nesse país, contendo uma cultura folclórica, com artesanatos, arquitetura, gastronomia, musicas, danças e muitos outros. Suas histórias e seus costumes mostram bem como é  a cultura da Venezuela.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Maior Brasileiro de Todos os Tempos


Por  Matheus Pinheiro    Teutschbein

O que era para ser uma votação séria se transformou em uma gozação para grande parte dos brasileiros. Acreditava mais na seriedade do povo, na hora da escolha um brasileiro que ajudou o país, seja ele vivo, ou morto. Esperava mais do que simples artistas de novelas, do que simples cantores sertanejos, do que simples políticos que nada fizeram pela educação dos brasileiros, do que simples bispos que não conseguem explicar determinadas coisas dentro das suas igrejas. Aguardava nomes que realmente fizeram a diferença para o Brasil.

A votação reflete um futuro tortuoso, de muita preocupação. O brasileiro recebeu o direto de escolher os melhores e se confundiu escolhendo “Piores Brasileiros de Todos os Tempos”, ou os “Os Brasileiros sem Importância de Todos os Tempos”.  Personalidades com extraordinária importância ficaram atrás de nomes estão no início de suas carreiras. Alguns exemplos da sem noção do brasileiro estão os jogadores Rogério Ceni, Marcos e Neymar; o palhaço e agora deputado Tiririca; os cantores Luan Santana e Ivete Sangalo; e os apresentadores Rodrigo Faro e Luciano Huck.
O Brasil precisa de educação!  Não vale de nada ser a sexta economia mundial, se a educação não é priorizada!!

sábado, 21 de julho de 2012

China: “reencontro com o Ocidente”


Por Matheus Pinheiro Teutschbein


A China atualmente é um dos países de maior crescimento econômico do mundo. Possui uma cultura milenar, que vinculava autoritarismo e vida comunitária, mesclada a uma revolução que parecia indicar um novo modelo social para os países do Terceiro Mundo. Porém, hoje se depara com o capitalismo ocidental e seu individualismo, seu consumismo e suas desigualdades.
O caminho a ser trilhado pela China neste século será decisivo na conformação da nova geopolítica internacional do século XXI. Essas mudanças, contudo, não se dão sem conflitos: o “socialismo com mercado”, como é oficialmente denominado, aparece conjugado a dura repressão política e ao reavivar das desigualdades econômicas, reforçando assim a grande diversidade geográfica e cultural do país.
Mas os efeitos da entrada do capitalismo já são bem claros. A possibilidade de formar sua própria empresa acaba por acirrar a competição, acentuar as desigualdades e por fazer proliferarem os mercados.
É muito contraditória a visão que os dirigentes chineses possuem da “modernidade” (capitalista) em implantação no país. Ora o capitalismo é útil para o progresso da humanidade, ora é o veiculo da “população espiritual do Ocidente”. Essas contradições se manifestam não só no nível político-ideológico, mas também na dimensão espacial.
Já existem hoje 2 milhões de assalariados vinculados ao capital estrangeiro, e 10% da economia chinesa se deve a iniciativa privada, incluindo milhares de pequenas empresas. Pequim, enquanto capital do país, pode ser vista como um espelho dessa Nova China. As redes de tevê, transmitindo dali para todo o país, encarregam-se de defender a ideologia da modernização via “socialismo com mercado”.
O impacto desse mundo ocidental e capitalista, associado a ingenuamente pela massa de migrantes, na maioria camponeses, ao mundo “livre e moderno” das cidades e da costa chinesa, leva ao acirramento das desigualdades sociais. Estas se reproduzem especialmente em pelo menos dois grandes “recortes”, que é o tradicional confronto campo-cidade e, especifico da China, a desigualdade entre leste e oeste, as províncias do litoral e as do interior.
Mesmo reconhecendo a velocidade das transformações recentes, da rede estatal e/ou capitalista modernizadora que penetra gradativamente no território, é inegável que as condições rural-urbanas são uma das bases ainda nítidas que reproduzem/fortalecem a desigualdade social.
Primeiro porque, assim como no resto do mundo, a transformações ou a “difusão de inovações” tendem a serem muito mais rápidas nas áreas urbanas. Porém, a modernização do campo, dada a elevada densidade demográfica e o reduzido tamanho das propriedades, em muitos casos seria mesmo contraproducente. Não só pelo provável desemprego, como também pelos problemas ecológicos e a consequente queda de produtividade que poderia provocar.
Talvez mais importante ainda seja a herança cultural tradicional extremamente arraigada entre os camponeses, onde a “modernidade” em termos de conquista efetivada autonomia e construção do individuo continua em grande parte um mito, ou um indicador da “poluição espiritual do Ocidente”, como ainda pregam muitos quadros do partido.
O distanciamento campo-cidade soma-se hoje o enriquecimento de alguns camponeses, estabelecendo a desigualdade no interior das zonas rurais, especialmente nas regiões mais atingidas pelas transformações econômicas no sul do país. O problema não é o enriquecimento desses camponeses, e sim a burocracia do partido e o súbito enriquecimento de muitos de seus funcionários, que fazem crescer ainda mais as desigualdades ás custas de contribuições ilegais e da divisão dos bens públicos, gerando assim a revolta dos camponeses.
A China foi o primeiro país dito socialista a iniciar seu processo de abertura e reforma econômica e hoje é um dos últimos bastiões da ditadura comunista. Por ter sido instigada pelo “modelo” dos tigres e do próprio Japão, com quem sempre disputou a liderança regional, que a China promoveu seu “capitalismo vermelho”.
O projeto de formação de uma “zona econômica da Grande China”, embora rechaçado pelo ministro chinês do comércio exterior, vem gerando discussões acirradas. A maioria dos chineses ultramarinos emigrou na segunda metade do século XIX e no começo do século XX, instigados pelos problemas políticos e sociais e pela projeção imperialista em outros países da Ásia. Mais tarde, a invasão japonesa de 1937 e a revolução comunista foram decisivas para a migração, especialmente dos que compunham a burguesia local, hoje são incentivados a retornar a China em campanhas promovidas pelo próprio governo chinês.
Mesmo antes da abertura da China Popular os chineses ultramarinos já constituíam uma fonte de renda muito importante para o país, pois os negócios entre suas empresas e o governo chinês injetavam bilhões de dólares na economia.
Autores como o cientista político Zaki Laidi (1992) considera que a estrutura bipolar da antiga “ordem” mundial se baseava numa relativa coerência entre “a capacidade de produzir sentido e a de gerar a potência”, hoje seriamente contestadas. Dessa forma, o atual sistema internacional seria complexo, volátil e ambivalente, gerando um “relaxamento da ordem mundial”. A idéia de potencia torna-se cada vez mais precária, num mundo de fluxos imateriais e desterritorializados.
Em relação à realidade chinesa a sua emergência como pólo regional, diante do peso crescente do Japão, Laidi se refere a um processo também simultâneo de harmonia e desintegração. O fracionamento interno do país, especialmente coma criação das zonas econômicas especiais, impede os países ocidentais de terem uma atitude mais global em relação à Pequim.
Toda essa “vocação” de potência regional numa era de crise e transição da ordem mundial insere a China num emaranhado de combinações interestatais e de processos econômicos onde as relações com o Japão talvez sejam a de maior relevância.
Muito já se falou da especificidade do espaço e da civilização chinesa, um povo ainda consciente de sua riqueza cultural e do legado que poderia representar para a própria reavaliação da modernidade ocidental.
Uma das consequências da crise da modernidade ocidental nas ultimas décadas foi o giro para o pensamento e a prática de vidas orientais, coincidindo com o sucesso do capitalismo japonês e dos tigres asiáticos. Mais do que uma “conquista ocidental do outro lado do mundo”, fato que economicamente já vinha se dando desde o século XIX, com a era Meiji japonesa e o colonialismo das “portas abertas” chinesas, o que se viu no Oriente foi uma espécie de amalgama entre sua tradição cultural e princípios sociais e econômicos americanos e europeus.
Durante as décadas de 70 e 80 assistiu-se no Ocidente a uma expansão geralmente mecânica e simplista de elementos do pensamento oriental que, a partir de movimentos precursores como o dos hippies nos anos 60, acabou envolvendo frações importantes da chamada classe média. Essa difusão veio acoplada a uma crise de valores generalizada e a uma recuperação de correntes irracionalistas e místicas, muitas vezes ignorando todo o legado positivo da modernidade, especialmente o projeto de autonomia do individuo e da sociedade.
A China, em seus múltiplos espaços, se depara com os paradoxos de diferentes diálogos e conflitos: Ocidente e Oriente (modernidade e tradição concomitantes, socialismo e capitalismo). Muitas são a redes e os territórios que se interpenetram, colocando em questão, o tão propalado universalismo da modernidade.
Os chineses muitas vezes tendem a idealizar o Ocidente e supervalorizar alguns componentes como o individualismo, a racionalidade e a sociedade de consumo, justamente elementos que hoje estão sendo questionados por muitos defensores dessa modernidade.
O temor de que, sem filtragem, a modernidade capitalista arrase a cultura e o espaço chineses não é destituído de sentido. A ocidentalização que se projeta a partir da costa em direção ao interior mais remoto, onde a entrada do turista estrangeiro e a televisão são os veículos mais eficientes dessa difusão, pode fazer tabula rasa de todo um passado milenar e uma diversidade cultural que a ditadura e o nacionalismo, apesar de tudo, não destruíram. A sociedade civil chinesa, embora nesse ponto de vista tenha poucas chances concretas de conquistar sua autonomia, não pode perder esta nova e talvez derradeira oportunidade de reelaborar a prática e os preceitos ditos ocidentais de mundo.
A China assimila antes de tudo a dimensão econômica, capitalista, da modernização, justamente sua face mais problemática e questionável. Mesmo legados mais positivos da modernidade, como o projeto de construção da autonomia social e individual, devem ser repensados quando transpostos para as sociedades orientais.
Enfim, para onde vai a China? A ditadura política parece combinar com a abertura aos investimentos capitalistas estrangeiros. Talvez se cumpra a profecia de Mao Tsé-tung fez antes de morrer:
“Vocês estão fazendo a revolução socialista e não sabem onde está a burguesia. Ela está dentro do Partido Comunista – são aqueles indivíduos que estão no poder e que tomam o rumo capitalista”.